
A partir dessa postagem passarei relatos de minha experiencia pessoal na Escola de Amsterdã da IV Internacional. A escola de formação para jovens quadros acontece do dia 20 a 31 de agosto de 2011. A demora para o envio da primeira postagem foi a dificuldade para inserir imagens, as próximas espero conseguir escrevê-las diariamente.
Vinicius Almeida, militante da IV Internacional no Brasil
Quando estamos caminhando em torno de um destino pré-determinado, por mais difícil que seja alcança-lo prosseguimos porque, de alguma forma, já estamos nele. Assim estava me sentindo ao longo da semana que passou. Talvez os últimos dez anos. Para o bem e para o mal, assim se sente um militante no Brasil com referência na IV Internacional. Depois de tantos rachas e decepções, especialmente em suas tentativas na América Latina, provando do mais profundo sectarismo ao social-liberalismo, estamos vivos mas não somos muito sólidos. Talvez por isso que começo essa série de relatos ressaltando a estrutura que encontrei quando cheguei aqui.
A Escola concreta - Alguns companheiros e companheiras do Brasil e do Enlace estiveram por aqui, mas nunca consegui me preocupar em saber como a Escola de Amsterdã é, sua estrutura arquitetonica. O IIRE (Internacional Institute for Research and Education) conhecida como Escola da IV por nós fica num prédio de quatro andares. No primeiro temos a recepção e o refeitório. No segundo, uma sala de convivencia, algo como uma varanda para fumar e a sala de reunião. No terceiro há uma biblioteca, a secretaria da Escola e no último andar os quartos dos participantes dos cursos de formação. Nesse pouco espaço, o mundo entra e cabe unido por um sentimento de transformação, revolucionário. Aqui estão os indignados da Espanha, os anticapitalistas da França, militantes estudandis de Porto Rico, Croácia e Suécia. Estamos eu e Mário, filipinos, dinamarquesa e uma companheira Portuguesa, a única que assim como nós gosta muito de futebol e sofreu com a derrota no sub-20. Seres humanos que florescem nas suas univerdades (praticamente todos são militantes do ME) e contribuem, compartilham.
Pensando na grande distância que separa onde estou e de onde vim, me lembro das palavras de Eduardo Galeano...
A utopia está lá no horizonte
Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos
Caminho dez passos, e o horizonte corre dez passos
Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei
Para que serve a utopia
Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar
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